domingo, 3 de abril de 2011

Tempo, pessoas e esperança.

Como sempre foi, as pessoas se comportam de maneira muito estranha, digo, esperamos da vida uma melhora, do outro a retribuição, de Deus uma resposta. E então, é isso?! Viver é ficar insatisfeito em silêncio esperando que mude por que foi socialmente convencionado que devemos nos portar dessa ou daquela forma. As vezes me sinto com 200 anos, sentada na varanda de casa e olhando pra trás, pensando, e se eu tivesse feito diferente? Respondido um recado, trocado de roupa, ouvido minha mãe, fechado a janela. A pior parte é quando eu me toco que teria sido muito melhor se...

Ai ai, como é metódico esse conformismo, penso muito nisso, me sinto até melancólica as vezes, pelo menos não incomodo ninguém, vivo normalmente, sem reflexos desses questionamentos, que lá no fundo, eu sei que todo mundo tem.

Na verdade mesmo, queria ter comprado minha alforria quando era criança, vivido do jeito que eu queria, e olha que nem estou falando de me rebelar contra meus pais e fugir de casa, não, na verdade só queria poder gostar, e eu realmente gostava, do que era respectivo a minha idade, pra poder brincar com quem dividia os mesmos interesses que eu, para daí então nutrir uma amizade que duraria a vida interia, o que evitaria boa parte desses questionamentos sobre a vida que tenho hoje.

Um comentário:

  1. Seu último parágrafo parece que eu escrevi, mesmo, eu queria tudo isso.
    Baiser.

    PS: mesmo assim, meio amarrados, viver nã odeixa de ser fascinante.

    ResponderExcluir