sábado, 12 de agosto de 2017

Aquele que ninguém vai ler. Nem quando eu morrer.

Estou aqui escrevendo um texto que já nasce abandonado. Pra tentar não me afogar na angústia de dar tão errado e não conseguir seguir em frente. Por ser uma sócia negligente, arquiteta incompetente e bailarina insuficiente. Pela namorada controladora que eu sou, a filha insensível que sempre fui e a covarde disfarçada de indecisa que eu pinto ser.
Tá puxado. Tá bem puxado. Tanto que corri pra cá, falar no vazio e ver se reflito no eco que das minhas ideias.
Só consigo ter a certeza que amo muito, minhas pessoas, minhas carreiras e meus bichos, mas meu egoísmo não me deixa largar nada. Talvez eu afogue de vez. Ou pior, talvez eu fique boiando estagnada nisso pra sempre.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Porque é assim mesmo.

O problema era mais do que gostar dele. Ela gostava do que ele representava, da maneira que ela se sentia, ela gostava dessa nova ideia sobre ela. Mas quando veio a mudança isso significou vários nãos pra ela, e principalmente a ruptura com aquela sua nova forma. Ela se odiou, principalmente por ter se colocado naquela situação, por ter vinculado sua felicidade e permitido que alguém fosse parte de sua motivação. Agora ela odeia coisas que sempre amou. Quer fugir daquilo que sempre quis poder ter. Quer matar cada pedaço disso em si. Não quer mais pela decepção de ter quisto tanto. E por mais triste e odiosa que ela possa estar, parte dela reconhece o ato de amor próprio que é isso tudo. Pois ela está desistindo de uma vida vazia, abandonada e frustrada para ter a chance de se reconstruir e ser completa por si só. Depois vai ver que isso a construiu e até a fortaleceu. Mas agora, é só reclusão e travesseiro molhado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Só de brinks, vendo se volto.

   Nem vou divulgar, nem vou mexer, nem vou fazer nada. Vou só escrever aqui, quietinha, de boa, sem ninguém saber. Vai que cola?! Por que o importante é colar pra mim, se não volta aquela história de escrever sem frequência alguma, abandonar e voltar. Ou esmaecer e deixar apagar. Tipo tudo na vida, sabe?! O que você tem de permanente na sua vida?!
   Cara, na boa, nem eu mesma fui permanente na minha vida! O meu "eu mesma" de 10 anos atrás nem existe mais. Daí eu vejo a cobrança por algumas eternidades que causam tantas frustrações e penso: Por que raios essa obrigatoriedade de ser pra sempre?! E nem estou falando de relacionamento amoroso, namoro e casamento não. Falo da maneira mais ampla que você conseguir visualizar e aplicar na sua vida. A escolha da profissão, por exemplo, tem que ser pra sempre. Ai de quem muda! Loga vira o "muito corajoso", que você pode entender como "louco irresponsável!!!", com todas essa exclamações mesmo. 
   Recentemente fiz algumas tatuagens, e essas são pra sempre né, vão ficar ali, gostosamente rabiscadas na minha pele e eu vou sempre olhar pra elas até enjoar e/ou me arrepender. Não é assim falam?! A primeira coisa que te indagam é sobre o fato de você enjoar e se arrepender?! Ora, caríssimo, atualmente tenho lidado com o meu acervo de rabiscos corporais como um diário, registrando boas coisas. Se algo preso na minha mente, que nem fechando os olhos eu consigo escapar, não enjoa nem causa arrependimento, por que a representação gráfica faria isso?!
   Bom, vamos lá, agora seria a hora de ser razoável e dizer "cuidado ao tatuar o nome de alguém, lembre-se que vai ficar pra sempre, saiba que você pode não gostar dessa banda daqui 5 anos...". Mas assim, eu acredito nesse discurso, e bato esse papo com todo mundo que quer fazer tatuagem, e busco conversar da maneira mais clara e confortável possível, não pra fazer a pessoa desistir, mas sim pra conduzir a pessoa pelo caminho apaixonante, e sem volta, por tatuagens (:
   Porém, eu gosto de olhar as coisas com uma outra perspectiva além dessa. As minhas tatuagens são coisas que fazem parte de mim desde criança, e a maioria vai permanecer para sempre, seja realmente presente ou como parte da minha formação. Mas, assim, pra começar, nem toda tatuagem precisa ter significado mirabolante, intenso e eterno. As vezes você pode fazer algo por estética, por exemplo.       Outra coisa, SEMPRE que você for fazer uma tatuagem, associe o momento FELIZ de estar fazendo aquilo, ali naquela hora, ao desenho que ficará pra sempre na sua pele. Por que assim, mesmo que você nunca mais coma cerejas, encontre com fadas, escute uma música, crie gatos, veja aquelas pessoas, ou seja lá qual for a representação daquele desenho, você sempre terá a memória do sentimento da execução daquele momento. E isso sim é bom guardar pra sempre. É bom, faz bem, e te dispensa de ficar se culpando por não ter mais gatos, ou por não ser mais uma grande fã de boyband. Além do mais, mesmo que aquilo ali não faça parte de você hoje, já fez um dia. E mesmo mudado, você é, e sempre será, você.
(:

Gostei dessa porra. Acho que vai rolar. Eu sempre falo isso. Foda-se.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pondo ordem nessa porra!

E não tô falando do blog, tá, também, mas falo mais sobre o motivo que me fez postar de novo.

(Antes de tudo, só um parêntese, meu blog é um cantinho super querido, sei que Tumblr é mais usado agora e pá, mas enfim, curto demais isso aqui pra simplesmente me desfazer só pra usar um recurso mais atual, cheio de recursos sendo que este aqui me serve muito bem.)

Então tá, vamos ao post de fato. Desde o tempo que eu fiquei sem postar, muita coisa aconteceu e nem tudo teve a devida atenção pra ser colocado no lugar certo na minha vida. Pra começar, sabe aquele namoro lindo, que viviamos declarando nossos sentimentos por aí, fazendo planos e um dizendo ao outro que o amava muito e pra sempre?! Pois é, acabou. Da maneira mais ridícula, infantil e egoísta que se possa imaginar mas apesar do que possa parecer, fiquei muito orgulhosa de mim pois ele terminou e eu nunca imaginaria que eu reagiria daquela forma, o quanto eu olhei pra trás e tive a certeza que fiz o melhor como namorada, companheira e amiga, que não tinha com o que me preocupar, isso abriria espaço pra alguém que realmente enxergasse tudo isso e não se deixasse levar pela inveja alheia, afinal, mais do que ele perder é que alguém ganharia. E o quanto eu ganharia também.

Em pouco tempo notei a melhor companhia do mundo: Meus amigos! Pessoas que gostam de mim do jeito que eu sou, bruta, escrota, bruta, estúpida, bruta e totalmente bruta. Nessas horas, saquei o que realmente vale a pena, as relações que valem manter e o laços que devemos atar ao máximo. Totalmente leais, Gabi, Giulia, Layan, e Artur Migs ganharam um espaço sem dimensão na minha vida. É estranho pensar como seria se eu nunca os tivesse conhecido. Mas enfim, essas vibes filosóficas não são minha praia mesmo. O melhor é que cada um trouxe alguém que mesmo convivendo menos já tenho uma estima voraz, a Gabi trouxe o Leo que vive na fau e o Recruta, a Giulia foi o Agregado e o Marcelo Kat, o Layan surgiu com o Riso e o Migs... Ah! Esse vale por um monte já!

Ou seja, sai muito no lucro com essa troca. Mas como nem tudo são flores, nem todas as pessoas que apareceram valem muito. Ainda não entendi por que sempre tenho que conhecer, curtir e cogitar alguma hipótese com pessoas que não mantém o próprio discurso, que se aproximam fofamente e sem mais nem menos resolvem trollar fudidamente tudo. Enfim, o lado bom, que eu sempre tenho que dar um jeito de achar, é que mais uma vez eu afirmo a minha teoria de que sou uma espécie de rehab, que cura esses trauminhas idiotas e deixa tudo pronto pra outra rodada, tá que nunca sou eu, mas como eu adoro ter razão, já tá valendo. Fazer o que, né?! Pra alguma coisa tem que servir!

Partindo desse esquema aí, mais uma vez percebo as pessoas lindas que estão comigo e vou me treinando a dar o valor certo e dimensão devida para cada coisa, fato ou pessoa que passar pela minha vida. Só adianto que os que valem eu guardo. Só os que valem.

sábado, 4 de junho de 2011

Tirando a poeira daqui, antes que desativem minhas contas

Graças ao google chrome ainda tenho minhas contas \o/
Desde que a minha entrega de projeto foi agendada para o dia 30 deste mês uso o computador apenas para fins acadêmicos, ou seja, baixar locos para o cad, buscar atalhos para o cad, resolver problemas do cad, consultar a ABNT, abrir o moodle...enfim essa vida de sempre, meu orkut deve estar com rios e mais rios de spam, e se dependesse de mim para que tudo isso permanecesse no ar definitivamente já nem teria mais conta alguma, a mágica disso tudo é que como eu uso o chrome, ao abrir a página normal com aquelas janelinhas de atalho lindamente todas as minhas contas google efetuam login \o/
Acho que para sobreviver à faculdade, suas contas devem estar vinculadas ao seu navegador e seu msn deve ter uma taxa de trabsferencia de arquivos muito boas, outro que só sobrevive para fazer trabalhos, o skype rola umas conferencias básicas, o msn é para mandar arquivos e reunir o grupo e o twitter é o grito de socorro a beira do abismo!
Ou seja, por favor, não me interpretem mal, não estou ignorando ninguém, só estou trabalhando muito e na maioria das vezes pseudo online, afinal, cad e sketchup abertos simultaneamente não dá pra ficar espiando msn, mas assim que eu entro vejo as mensagens de todos vocês e quando dá respondo mesmo ;D

Então é isso, galera, esse post foi mais pra dar uma avivada no blog e dizer que estou viva ;D

domingo, 3 de abril de 2011

Tempo, pessoas e esperança.

Como sempre foi, as pessoas se comportam de maneira muito estranha, digo, esperamos da vida uma melhora, do outro a retribuição, de Deus uma resposta. E então, é isso?! Viver é ficar insatisfeito em silêncio esperando que mude por que foi socialmente convencionado que devemos nos portar dessa ou daquela forma. As vezes me sinto com 200 anos, sentada na varanda de casa e olhando pra trás, pensando, e se eu tivesse feito diferente? Respondido um recado, trocado de roupa, ouvido minha mãe, fechado a janela. A pior parte é quando eu me toco que teria sido muito melhor se...

Ai ai, como é metódico esse conformismo, penso muito nisso, me sinto até melancólica as vezes, pelo menos não incomodo ninguém, vivo normalmente, sem reflexos desses questionamentos, que lá no fundo, eu sei que todo mundo tem.

Na verdade mesmo, queria ter comprado minha alforria quando era criança, vivido do jeito que eu queria, e olha que nem estou falando de me rebelar contra meus pais e fugir de casa, não, na verdade só queria poder gostar, e eu realmente gostava, do que era respectivo a minha idade, pra poder brincar com quem dividia os mesmos interesses que eu, para daí então nutrir uma amizade que duraria a vida interia, o que evitaria boa parte desses questionamentos sobre a vida que tenho hoje.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Às avessas

Hoje fui ver o filme da Bruna Surfistinha. Já tinha lido o livro, achei interessante e acho válido ressaltar algumas coisas, como por exemplo que longe de mim julgá-la afinal cada um toma as decisões que achar mais válido pra sua vida, também aplaudo a falta de hipocrisia da Raquel/Bruna Surfistinha, ela assume seus atos e conseqüências sem tentar pagar de puritana só por conveniência.

No fim das contas em relação à história tanto do livro quanto do filme a única questão que posso dizer que discordo é sobre a família dela, me parece um pouco de ingratidão, por que mesmo que ela não tenha recebido tudo que ela sonhava, teve muito mais do que muita gente recebe e merece como ser humano, desde os fatores básicos como comida e um teto às oportunidades como estudar em boas escolas. Enfim, mas ninguém saberá como foi ou de onde surgiu , sem contar que sempre haverá a versão da Raquel/Bruna Surfistinha e outra dos pais adotivos.

Mas não dá pra colocá-la num pedestal como heroína e tomar sua história como exemplo na íntegra, pois dentro dessa grande trama que envolve determinação, força de vontade e superação, há também a questão dos valores, não da mulher que se prostitui, afinal é uma profissão que pra mim é digna, veja Amsterdã. Os valores estão em baixa quando se trata de outras superações, da evolução acadêmica, de quem ralou pra entrar na faculdade federal, da minha amiga que tenta medicina incansavelmente sem desistir do seu sonho ou se render as facilidades de faculdade particulares que jamais lhe dariam a formação que merece. Dos professores que possuem pós doutorado e fazem o país crescer. Todos têm o seu brilho, assim como a Bruna teve na sua carreira, não tiro o mérito dela, de forma alguma, só não se pode deixar valorizar umas coisas em detrimento de outras e romantizar histórias como essa, apelando para compaixão de quem assiste ou lê, até por quê, coitadinha sou eu que nasci, neste país, inteligente ao invés de "gostosa".